Nesta segunda-feira (12/8), a Defesa Civil de Minas Gerais participou de uma reunião na sede da faculdade Asa, em Brumadinho. O objetivo foi verificar, junto ao empreendedor da Barragem B1-A, da empresa EMICON, como se dará o cumprimento da ordem judicial que determina, dentre outras medidas, a evacuação das pessoas instaladas em área de risco à jusante da referida barragem.

A reunião contou com a presença de representantes do Ministério Público Estadual, Agência Nacional de Mineração (ANM), Secretaria Municipal de Governo e Assistência Social, Defesa Civil Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Copasa.

A decisão judicial trata-se de medida cautelar preventiva, uma vez que, diante à inexistência de informações técnicas, bem como do laudo de estabilidade, não há como mensurar o nível atual de segurança da estrutura. Com isso, requer a adoção de medida conservadora mediante à evacuação provisória, até que seja apresentado pelo empreendedor o respectivo relatório técnico e plano de segurança da barragem.

Apresentado pela Defesa Civil Municipal e Polícia Militar, um levantamento identificou a existência de cinco residências com moradores em área de risco, localizadas na região rural de Brumadinho, conhecida por comunidade do Quéias, cuja mancha hipotética de inundação seguiria em direção ao rio Manso.

Ao final da reunião, ficou agendado para esta terça-feira (13/8) um trabalho de campo multidisciplinar de visita às famílias residentes na área de risco que subsidiará o planejamento de evacuação. Também foi definido que a Agência Nacional de Mineração notificará a EMICON quanto à necessidade de adoção de inspeção especial nas barragens de sua responsabilidade.

A Defesa Civil de Minas Gerais reforça que a decisão judicial trata-se de medida preventiva de proteção à comunidade do Quéias, e que não há elementos que indiquem outras localidades atingidas em um eventual rompimento da barragem B1-A.