Mobiliza MinasGoverno de Minas Gerais lançou nesta terça-feira (2/6), durante coletiva virtual para a imprensa, o Mobiliza Minas, uma plataforma que conecta a sociedade civil a entidades públicas, em prol da solidariedade. O objetivo é oferecer uma ferramenta que permita a participação efetiva do cidadão que deseja ajudar o próximo em situações de crise, seja por meio de doações de bens ou de trabalho voluntário.


O Mobiliza Minas está sendo conduzido pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge), com apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), do Servas e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). O aplicativo está disponível para Android e iOS. O MG App também direciona os interessados para o download da ferramenta.


Segundo o diretor-presidente da Prodemge, Rodrigo Paiva, a ideia surgiu no contexto de rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, e foi posta em prática durante pandemia de covid-19. “Queremos fortalecer o espírito colaborativo dos mineiros e a eficiência das ações governamentais. Neste momento de emergência social, o Mobiliza Minas é uma importante contribuição da tecnologia para o combate aos efeitos do coronavírus”, afirmou.

A tradicional campanha “Calor Humano”, do Servas, que arrecada agasalhos, cobertores e itens de inverno para pessoas em situação de vulnerabilidade social no estado, é o primeiro evento inserido no Mobiliza Minas. No aplicativo é possível acessar os tipos de donativos solicitados e os locais de recebimento, além de se cadastrar como voluntário da iniciativa.

Hospital de Campanha

O Mobiliza Minas também está arrecadando recursos para compra de materiais destinados ao Hospital de Campanha no Expominas, em Belo Horizonte. As pessoas interessadas em contribuir podem acessar as informações no aplicativo. “Vamos conectar as entidades assistenciais, a sociedade civil e os empresários”, explicou a presidente do Servas, Alexia Paiva.

O trabalho da Defesa Civil será beneficiado com a ferramenta, como destacou o superintendente de gestão de Desastres, major Eduardo Lopes. “O cadastro de doadores e voluntários vai facilitar as ações de resposta nos municípios que precisam de ajuda. A participação de todos é fundamental para a Defesa Civil, que já atua de forma integrada com os demais órgãos no enfrentamento aos desastres”, disse.

Administração

Além do aplicativo, a solução Mobiliza Minas conta ainda com um portal web que concentra as funcionalidades de administração. No site gestores públicos podem inserir eventos, como campanhas de arrecadação ou situações de calamidade pública, e informar a necessidade de doações.

Nas próximas versões, o aplicativo vai englobar também funcionalidades de notificação de voluntários previamente cadastrados, e divulgação de boletins oficiais e de trabalhos que envolvam a mobilização da sociedade.


Estratégia de atendimento

Ainda durante a coletiva, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, esclareceu sobre a possibilidade de transferência de pacientes de uma Macrorregião Sanitária para outra, por eventual alta demanda por internações. “Uma vez que nós consideramos que o sistema de saúde é único, se nós estivermos com uma região com uma ocupação muito grande, temos condição de lançar mão de fazer o encaminhamento desses pacientes para outras regiões”, explicou. 

O secretário também apresentou os dados por taxa de ocupação de leitos em Minas. No momento, estão cadastrados no SUS Fácil e com produção 12.026 leitos clínicos e 2.695 leitos de UTI. Há 266 pacientes internados em leitos de UTI, em decorrência da covid-19 ou por suspeita da doença e a taxa de ocupação está em 9,87%. Em relação aos leitos clínicos, são 738 pessoas internadas pela covid-19, ou por suspeita da doença e a taxa de ocupação está em 6,14%. A taxa de ocupação geral de leitos de UTI está em 69,91% e de leitos clínicos está em 68,43%.

Amaral adicionou que, em decorrência da dinâmica hospitalar, com trocas de turnos, podem ocorrer algumas distorções, o que demanda trabalho de refinamento das informações para apuração das taxas. Para o gestor, de forma geral, o que configuraria um ponto de alerta seria quando se verifica uma taxa de ocupação que passe a casa dos 90%, com permanência nesse patamar.

“Ultrapassando esse número, com a taxa de ocupação ficando fixa nessa casa, se não tiver um outro motivo que possa justificar o índice, isso sim nos chama atenção no sentido de nós passarmos para outras fases do plano de contingência. Nesse contexto, havendo necessidade, nós podemos transportar pacientes com a covid-19 ou pacientes com outras doenças no sentido de desocupar o leito para tratamento”.

Testes

Com relação aos testes, o secretário comentou que, a partir da distribuição dos testes rápidos, muitos municípios aumentaram consideravelmente a testagem, fator que trouxe um número grande de diagnósticos. Carlos Eduardo Amaral ainda informou que a SES-MG está desenvolvendo estudos, em conjunto com Fundação Hemominas, de forma que a testagem na população tenha viabilidade de ser ampliada.